Engenharia Reversa: Desmontar para Reinventar

Toda criança em algum momento de sua infância já desmontou algum brinquedo ou peça a fim de tentar descobrir como funcionava aquele objeto. Ainda que não saibam, essas crianças estão aplicando um conceito básico de uma importante ferramenta na indústria como um todo, o de engenharia reversa.

Engenharia reversa é, dessa forma, um processo de descobrir os princípios tecnológicos e o funcionamento de um dispositivo, objeto ou sistema ao analisar sua estrutura e operação. De forma clara, ela consiste, por exemplo, em desmontar uma máquina para descobrir como ela funciona e assim fazer algumas modificações a fim de deixá-la mais eficiente e atrativa para o mercado ou para o propósito almejado.

A aplicação desse conceito diminui consideravelmente o custo e o tempo de desenvolvimento de um novo produto, além de poder otimizar ou até mesmo, reinventar um dispositivo ou sistema já existentes. Dessa forma, ela vem sendo utilizada em diversas áreas, tais como:

Criação de um novo produto;

Cópia de um modelo existente;

– Documentação através de desenhos de engenharia;

Correção de um modelo danificado;

– Modernização de softwares;

– Fins acadêmicos.

Um recente exemplo da utilização da engenharia reversa está relacionado com a permissão do uso das patentes da Tesla pelo seu CEO, Elon Musk. O empresário acredita que o uso de engenharia reversa em carros elétricos da companhia pode beneficiar o meio ambiente ao estimular que novas empresas produzam novas frotas de carros elétricos e assim diminuam a emissão de gases poluentes causada por veículos de combustão interna.

Assim como as concorrentes da Tesla encontravam barreiras para ingressar no mercado de carros elétricos, um dos grandes desafios que empresas se deparam quando buscam praticar engenharia reversa é a dificuldade no acesso aos dispositivos e objetos a serem estudados, muitas vezes protegidos por direitos autorais e patentes.

A legitimação desse tipo de acesso pode variar conforme as leis de cada país e de acordo com as reivindicações presentes em cada carta patente. Ainda que não exista uma regra unânime quanto ao modelo a ser seguido, existe um consenso geral que a engenharia reversa deve ser realizada perante a obtenção de produtos e projetos por meios lícitos, sendo considerada uma prática ilegal em casos de espionagem industrial. Além disso, o conceito pode ser aplicado quando há modificação dos mecanismos do produto, de tal forma que não infrinjam patentes ou direitos.

No caso em que o produto é patenteado, suas especificações são públicas e podem ser utilizadas para a prática da engenharia reversa de forma legal, caso seu objetivo principal seja a análise da estrutura a ser estudada. Quando a principal função da engenharia reversa é copiar ou imitar produtos já existentes e produzi-los em escala industrial, deve-se atentar aos direitos que o dono da carta patente possui, sendo necessário, na maioria das situações, o pagamento de royalties ao mesmo ou modificação dos mecanismos, o que dificulta a entrada no mercado de novos concorrentes.

A engenharia reversa, como já mencionado, pode atuar em diversos nichos do mercado e por contar com uma análise estrutural rigorosa, permite o desenvolvimento de um produto de forma mais eficiente e ajustada ao propósito almejado. (Veja como uma máquina personalizada pode otimizar uma produção).

Pensando na alta competitividade do mercado, várias empresas em busca de redução de custos e aumento da qualidade de seus produtos estão utilizando a engenharia reversa e suas aplicações. A Motriz é uma empresa júnior do curso de engenharia mecânica da UNICAMP que dispõe de alunos competentes e motivados a entregar as melhores soluções em engenharia para o mercado. Temos experiência de sucesso em trabalhar com engenharia reversa e podemos realizar seu projeto da forma mais eficiente e otimizada. O que está esperando? Entre já em contato conosco!

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